23 abril 2020 Viajar

Já que ficar em casa é o melhor a se fazer durante o período de isolamento social por causa da pandemia, aproveite o tempo livre para conhecer o Palácio de Versalhes, de graça, sem filas e na hora em que desejar. Uma parceria entre o Château de Versailles e o Google Arts & Culture, possibilita fazer um passeio virtual por dentro da antiga casa da realeza da França. Prepare-se para muito luxo, história e cultura.

 

“Versalhes: o palácio é todo seu” é o nome deste tour virtual que inclui imagens am alta resolução, vídeos, passeios em 3D e, ainda, conteúdos em RV (Realidade Virtual). Esses recursos audiovisuais contribuem para uma experiência imersiva, interessantíssima para quem quer saber mais sobre a monarquia da França ou, simplesmente, se deslumbrar com a beleza do château e seu fabuloso jardim.

 

Considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, o Palácio de Versalhes é uma das maiores realizações da arte francesa do século XVII. Originalmente, era um pavilhão de caça, um alojamento construído por Luís XIII, para abrigá-lo depois das caçadas de que tanto gostava, caso não tivesse tempo de voltar a Paris antes do anoitecer. Foi seu filho, Luís XIV, que ampliou a propriedade, durante as décadas de 1660 e 1670, instalando lá a Corte o governo da França, em 1682.

 

Até a Revolução Francesa, uma sucessão de reis se dedicou a embelezar ainda mais o castelo. E entre as muitas atrações que podem ser visitadas virtualmente estão: a Galeria dos Espelhos, os Grandes Apartamentos do Rei, e os jardins. Vem ver!

Nessa vista aérea do Palácio de Versalhes, pintada por Pierre Patel entre 1667 e 1668, se vê que os jardins já começavam a ser traçados. O responsável pela obra foi o jardineiro real de Luís XIV, André Le Nôtre. O projeto, extremamente complexo, levou 40 anos para ser concluído.

Nessa vista aérea do Palácio de Versalhes, pintada por Pierre Patel entre 1667 e 1668, se vê que os jardins já começavam a ser traçados. O responsável pela obra foi o jardineiro real de Luís XIV, André Le Nôtre. O projeto, extremamente complexo, levou 40 anos para ser concluído.

 

A Galeria dos Espelhos, no Palácio de Versalhes, exibe 357 espelhos posicionados em frente às 17 janelas do salão. Naquela época, os espelhos eram um artigo de luxo, e os mais famosos eram fabricados em Veneza, Itália. Por isso, o rei da França contratou especialistas venezianos para o serviço. 

A Galeria dos Espelhos, no Palácio de Versalhes, exibe 357 espelhos posicionados em frente às 17 janelas do salão. Naquela época, os espelhos eram um artigo de luxo, e os mais famosos eram fabricados em Veneza, Itália. Por isso, o rei da França contratou especialistas venezianos para o serviço.

 

No Quarto do Rei, a cama é como um palco, separada do resto do ambiente por uma divisória dourada. Lá, toda manhã, o monarca era despido, lavado, barbeado e vestido publicamente, na presença dos cortesãos mais chegados.

No Quarto do Rei, a cama é como um palco, separada do resto do ambiente por uma divisória dourada. Lá, toda manhã, o monarca era despido, lavado, barbeado e vestido publicamente, na presença dos cortesãos mais chegados.

Jardins do Palácio de Versalhes

Os jardins de Versalhes são alguns dos maiores e mais espetaculares do mundo. Eles foram concebidos para serem vistos do terraço do lado oeste do palácio, criando uma grande perspectiva até o horizonte, simbolizando o domínio do rei sobre a natureza.

Para a construção dos jardins, toneladas de terra foram trazidas para nivelar o solo. Milhares de homens trabalharam para construir os canteiros e plantar árvores originárias de várias regiões da França. 

Para a construção dos jardins, toneladas de terra foram trazidas para nivelar o solo. Milhares de homens trabalharam para construir os canteiros e plantar árvores originárias de várias regiões da França.

 

O espaço inclui 372 estátuas, 600 fontes e mais de 32 quilômetros de canos de água. Paradoxalmente, o terreno pantanoso que abriga os jardins não tinha água. Mas como o rei Luís XIV queria muitas fontes, cientistas europeus foram chamados para criar soluções para trazer água de muitos quilômetros de distância.

A escultura Le Seine, projetada por Girardon, foi uma das 16 figuras alegóricas colocadas ao redor do Parterre d'Eau (terraço aquático) no lado oeste do Palácio de Versalhes.

A escultura Le Seine, projetada por Girardon, foi uma das 16 figuras alegóricas colocadas ao redor do Parterre d’Eau (terraço aquático) no lado oeste do Palácio de Versalhes.

 

Entre as 400 espécies de plantas presentes no jardim, muitas eram provenientes de lugares distantes, o que sinalizava o poder e o prestígio real. Abacaxi, baunilha e café, eram alguns exemplos. Essa variedade de espécies vegetais fez com que houvesse um notável avanço nos estudos de Botânica.

Vista do L'Orangerie, o famoso laranjal do castelo, que abrigava mais de mil árvores em caixas. Durante o inverno, elas eram alojadas em um pavilhão aquecido, uma vez que eram de origem mediterrânea e não suportavam o frio europeu.

Vista do L’Orangerie, o famoso laranjal do castelo, que abrigava mais de mil árvores em caixas. Durante o inverno, elas eram alojadas em um pavilhão aquecido, uma vez que eram de origem mediterrânea e não suportavam o frio europeu.

A moda na corte

Mas nem só de luxo e grandiosidade vive Versalhes. O palácio é cheio de curiosidades que vão de instrumentos científicos e obras de arte, até objetos mais mundanos, ligados à alimentação, aos costumes e à moda.

Aqui, Maria Antonieta aparece usando uma vestido à la polonaise, de seda cinza. Com uma rosa na mão, a rainha está montando um buquê em uma cena rural. Foi Rose Bertin, a "ministra da moda" de Marie-Antoinette, que trouxe um sopro de liberdade aos trajes da corte.

Aqui, Maria Antonieta aparece usando uma vestido de seda cinza à la polonaise. Com uma rosa na mão, a rainha está montando um buquê, com uma cena rural ao fundo. Foi Rose Bertin, a “ministra da moda” de Marie-Antoinette, que trouxe um sopro de liberdade aos trajes da corte.

 

Na corte francesa, a moda tinha um significado muito diferente daquele que conhecemos hoje. No livro “Rainha da Moda: Como Maria Antonieta se vestiu para a Revolução”, a autora, Caroline Weber, explica que “um rígido protocolo governava muito do que ela vestia, como vestia, quando vestia, e até quem a vestia”. Esses procedimentos existiam para afirmar a grandiosidade da dinastia Bourbon. Mas Maria Antonieta se revoltou contra essas convenções, “transformando suas roupas e acessórios em expressões desafiadoras de autonomia e prestígio.” O fato é que peças que Maria Antonieta usava em 1760, ainda hoje são reinventadas por estilistas.

 

Os homens, é preciso lembrar, também usavam trajes ornamentados feitos de tecidos como veludo, seda e brocado. Eles costumavam ser compostos por casaco, colete ajustado, calções e meias. Espada e chapéu de três pontas faziam parte do dress code para ver o rei. Ah, e as perucas precisavam combinar com a roupa.

Mais alguns detalhes curiosos sobre a casa real francesa:

  • O perfume das flores dos jardins era tão intenso que os convidados ficavam enjoados.
  • A cozinha ficava tão longe dos salões de banquete que a comida chegava fria à mesa.
  • Versalhes abrigou uma coleção de animais selvagens e pássaros de todo o mundo, divididos em recintos separados e adaptados de acordo com as espécies. Esse modelo de zoológico, inovador para a época, foi copiado em toda a Europa.

Quer saber mais? Então corre lá no Google Arts & Culture. Vale dar uma olhada, também do conteúdo do site oficial Château de Versailles. A louça na pia pode esperar, afinal, todo mundo precisa de um pouco de glamour, ainda que seja virtual!

Biti
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BitiJornalista especializada em lifestyle, moda e beleza, trabalhou como editora nas revistas Marie Claire e QUEM. Colaborou com veículos como Folha de São Paulo, Claudia, Elle, iCasei e FFW. Curiosa e detalhista, adora design, gastronomia, fotografia, moda, viagens e tecnologia.

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